RuralizArte

ARTE EM ESPAÇO RURAL

O Centro de Artes

Com 17 obras de artes muito diferentes, o «RuralizArte» conta com artistas de Portugal, Espanha, Londres e Cabo Verde. Alguns dos artistas já nos acompanham há alguns anos e era um objetivo nosso ter aqui as suas obras expostas. Outros há cujas obras fazem parte do nosso espólio desde o início. E ainda há aqueles artistas que conhecemos melhor recentemente e não quisemos deixar “escapar”.

O nosso Centro de Artes teve um importante financiamento do programa «Garantir Cultura» do Ministério da Cultura ao qual acedemos este ano de 2022. Ao longo dos 9 meses de execução do projeto [entre Janeiro e Setembro de 2022] criámos uma dinâmica acentuada que se revela uma autêntica mostra de artistas, sendo o nosso objetivo fortalecer a componente «Art» do nosso espaço de modo a contribuir para uma oferta diversificada para todos os que vêm visitar o território onde estamos inseridos.

Sabendo nós que os turistas não se deslocam ao Algarve, e muito menos a zonas de baixa densidade, para consumir arte, sabemos também que quanto melhor for a sua experiência em férias maior será o valor que atribuem à região. Ora, foi na persecução desse objetivo que nos decidimos candidatar ao programa «Garantir Cultura» e que com muito entusiasmo desenvolvemos o nosso «RuralizArte”. No desenvolvimento do projeto reunimos artistas de várias vertentes, desde grafitti, pintura, tapeçaria, arte digital, arte de rua, entre outras manifestações maravilhosas!

ana sousa

«O Vento Enfim Parou»

Ano 2022

Tinta plástica sobre parede

«Assumindo como mote um verso de uma canção de Sérgio Godinho, esta pintura mural site-specific, realizada no âmbito do projeto Monte do Malhão – Arte Rural, por Ana de Sousa (julho 2022), evoca a transição da agitação quotidiana, própria de quem vive na cidade, para a tranquilidade experimentada por todos aqueles que habitam este lugar de turismo rural, mesmo que seja apenas por uma noite. Situada à entrada do Monte do Malhão, esta obra de arte de rua dá as boas vindas a quem chega, com a promessa de que o vento que consigo traz se dissipe na horizontalidade da paisagem. No centro esquerdo da representação, ergue-se a sombra de uma frondosa e delicada amendoeira, tão caraterística em terras algarvias que deu origem à lenda das amendoeiras em flor, fenómeno que só ocorre na primavera. Um tempo ameno e amenizador, próximo da natureza e distante de todos os constrangimentos que nos levam para longe de nós, é precisamente a proposta deste projeto. A complementar a sombra da árvore, encontram-se representadas, à direita, as sombras de quatro figuras: um rapaz de boné a segurar uma vara, outros dois a tocar acordeão e uma menina com uma flor, de pé esguio e frágil, que lembra um cravo, símbolo da liberdade na cultura portuguesa. As sombras destes jovens seres, habitantes permanentes no Malhão remetem-nos para a infância/juventude, aliando à alegria que brota da liberdade (de brincar, tocar e ver), a ideia de sonho. O Monte do Malhão é isto mesmo: um lugar fruto do sonho que convida a parar e a sonhar, como se chegasse a primavera e os nossos sonhos abrissem em flor».

Sobre a Autora

Lisboa, 4 de fevereiro de 1980. Licenciada em Artes Plásticas – Pintura (2003), mestre (2007) e doutora (2016) em Educação Artística, pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Ana Sousa é docente nesta instituição (desde 2009), artista e investigadora integrada no Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, onde coordena o grupo de Educação Artística. Nos domínios da pintura e da fotografia, uma das suas últimas exposições intitula-se Na véspera de não partir nunca e teve lugar na Quinta da Cruz, em Viseu, de 21 de julho a 5 de setembro de 2017. Enquanto fiber artist, expõe regularmente desde 2002, contando com inúmeras exposições no Museu *da* Tapeçaria de Portalegre Guy Fino. Ainda a nível nacional, é de destacar a sua participação na exposição coletiva Palimpsesto, da curadoria de Maria Manuela Lopes e organização da associação Cultivamos Cultura, no Museu Municipal de Penafiel, de 17 de janeiro a 9 de fevereiro de 2020. A nível internacional, é de mencionar a sua participação na exposição coletiva Winter Exhibition da Verbeke Foundation, em Kemzeke, na Bélgica, de 15 de novembro de 2015 a 14 de março de 2016. Como docente e investigadora, leciona no Doutoramento em Educação Artística, no Mestrado em Educação Artística e no Mestrado em Ensino de Artes Visuais, na Universidade de Lisboa, desenvolvendo estudos, de natureza colaborativa e construtivista, nos domínios da formação de professores e da didática das artes visuais. É também investigadora colaboradora na Universidade de São Paulo e co-responsável pelo projeto ConfiArte: Oficinas Re-Criativas de Arte-Cidadania, patrocinado pela DGArtes.

PAULO DUARTE FILIPE

«Quo vadis, Rara avis»

Ano 2015

Instalações de cerâmica de Raku em ferro

Foi uma alegoria criativa que pretendeu dar especial enfoque à Natureza/Condição Humana e à desconstrução redutora do Ser.

Sobre o Autor

Poeta, artista multifacetado e realizador de cinema, reside em Londres, a partir de onde desenvolve a sua atividade artística. Premiado em diversas técnicas criativas, é o fundador do movimento de arte mundial denominado “Pandemic Art”, com sede no Reino Unido. Esta corrente artística dá enfoque a uma nova forma de criar e alerta para a necessidade da redefinição da arte, tendo em conta a chegada primeiro de uma pandemia e depois de uma guerra na Europa e os efeitos diretos e colaterais que provocou na sociedade em geral, e nos artistas em particular. Paulo foi também co-fundador e presidente da Peace and Art Society (PAS) onde co-organizou entre 2014 e 2016 o evento internacional «Minha Fukushima», que juntou cerca de 170 artistas de 110 países contra a energia nuclear.

Rui rosa

«Lisboa Gráfica»

Ano 2015

Desenho Gráfico

Nesta obra vimos representada símbolos típicos da cidade de Lisboa, tais como Amália Rodrigues, Fernando Pessoa, Sardinha assda no pão, vinho tinto, mosaico, entre outros que nos apelam a um bonito exercício de memória e a uma viagem pelas estórias da capital portuguesa.

Sobre o Autor

Licenciado em comunicação empresarial, nasceu em Lisboa em 1974, mas cedo veio para Vila Real de Santo António onde ainda reside. Desde criança mostrou grande paixão pelo desenho o que lhe fez prosseguir a carreira de designer gráfico.

vilma andré

«Cana e Luz»

Ano 2015

Instalação de iluminação em cana

Surge no desenrolar de várias experiências feitas juntamente com artesãos locais a partir de 2012, ano em que volto a viver em Castro Marim, após 9 anos a viver fora – Lisboa e Barcelona. De regresso à terra Natal, já com a experiência de trabalho no desenvolvimento de produtos com artesãos, adquirida em Barcelona onde colaborei no estúdio do designer Gerard Moliné, e com uma nova perspetiva sobre a minha cultura original, iniciei um conjunto de exercícios com vista à valorização dos recursos e técnicas locais que foram caindo em desuso e que permanecem ainda sob uma forte desvalorização por parte da comunidade local. Trabalho associado à pobreza e à dureza da lida do campo.
Estes exercícios tinham em vista o estudo do potencial de desenvolvimento de novos produtos contemporâneos e sustentáveis.As primeiras experiências com luz, resultam do reaproveitamento de material elétrico reunido em 2009/2010 – ano em que dei aulas de Educação Tecnológica e Área de Projeto na Escola Secundária Dona Luísa de Gusmão, em Lisboa – e onde me propus a desenvolver, com os alunos, a montagem de um circuito elétrico e a construção de um candeeiro com materiais reciclados.

Sobre a Autora

Castro Marim, 1985, licenciada em Design de Equipamento pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2008), atualmente vivo e trabalho em Lisboa, onde sou responsável pelo showroom e projetos da marca espanhola de mobiliário Gandia Blasco. A constante curiosidade e gosto pela aprendizagem e experimentação, levou-me a um percurso bastante variado no design e nas artes plásticas. Paralelamente a várias formações, estágios e empregos nestas áreas, dentro e fora de Portugal, tenho vindo a desenvolver, desde cedo (2009), os meus projetos pessoais e trabalhos de freelancer que vão do design gráfico e design de mobiliário e interiores, ao desenho, ilustração, artes plásticas e gestão de projeto. Instagram: @vilma_andre

Elias Gato

«Autores Portugueses»

Ano 2022

Xilogravura

Este trabalho dedicado a 9 escritores portugueses foi elaborado em xilogravura, uma técnica de gravura em que se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre o papel ou outro suporte adequado. Nesta proposta, as matrizes são em MDF e foram “gravadas” manualmente com recurso a sulcos feitos por diferentes tipos de goivas. Ao contrário da tradição, onde a matriz é um apenas um meio para chegar a um determinado fim (prova impressa), aqui, as matrizes assumem-se como peças de estatuto próprio, onde se pode observar o contraste entre o preto da última tintagem do retrato em relevo e a cor da madeira. Feitas as matrizes, foram realizados diferentes números de provas por matriz, que podem ser adquiridas no espaço do Monte do Malhão. Cada prova está autenticada com número e assinatura.

Sobre o Autor

Elias Gato (1989, Vevey (Suíça)) é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e mestre em Via Ensino de Artes Visuais pelo Instituto de Educação. A nível profissional trabalha como professor, ilustrador, impressor gráfico e editor independente.

Júlio Antão

«Comandando a Terra Através dos Símbolos»

Ano 2021

Escultura, Assemblage, fotomontagem, instalação e pintura

A Cruz é um dos símbolos mais antigos, poderosos e universais da humanidade. Com particulares significados populares: glorificada por distintos conceitos espirituais; presente em diversas culturas e religiões; mencionada na generalidade das correntes filosóficas; muitas vezes usada com objetivos contraditórios. A sua presença testemunhou infinitos sacrifícios, punições, martírios, dores, exorcismos e exaltações.

CRUZ TAU (Crux Commissa)
É das cruzes mais antigas do mundo. Considerada como o símbolo da salvação. Santo António levava-a em seu manto. São Francisco de Assis, adotou-a como seu brasão pessoal.

CRUZ LATINA (Crux Immissa)
É a cruz mais conhecida por ter sido usada na crucificação de Jesus Cristo. Simboliza também a ressurreição e a esperança da vida eterna. É o símbolo supremo da fé Cristã.

CRUZ PETRINA (Cruz de São Pedro ou Cruz Invertida)
É uma cruz latina invertida. É um dos símbolos da lgreja Católica. Chama-se invertida porque o apóstolo São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, por não se achar digno de uma crucificação igual à de Cristo. Na atualidade esta cruz é associada a um imaginário anticristo. Representa também um dos símbolos satanistas medievais. Por isso muitas seitas satânicas utilizam a cruz como símbolo das forças do mal e do diabo.

CRUZ GREGA (Cruz quadrada ou Cruz Básica)
Representa o equilíbrio entre o divino e o terreno, entre a matéria e o espírito, o masculino e o feminino. Simboliza a união e harmonia. Os seus braços iguais simbolizam os quatro pontos cardeais. Surgiu há muitos anos em diferentes lugares do planeta. Embora o seu significado envolva algum mistério, está frequentemente associada à espiritualidade e religiosidade, mas pode também ser um símbolo pagão. Embora seja denominada cruz grega, esta cruz foi encontrada por arqueólogos em regiões primitivas da América Central. Esta cruz já era usada pelos antigos gregos e romanos. É um símbolo que aparece em muitos tipos de manuscritos, sobretudo no período medieval. Serviu de referência para a elaboração de plantas de igrejas e templos religiosos.

CRUZ ORTODOXA RUSSA (Cruz Bizantina, Cruz Oriental, Cruz Eslava Cruz de Páscoa)
É uma variante da Cruz Cristã e símbolo da Igreja Ortodoxa Russa. Inicialmente foi usada nas Igrejas dos países eslavos. E foi muito vulgar no Império Bizantino. O braço superior representa a inscrição abreviada “INRI”, que Pilatos colocou sobre a cabeça de Jesus.

CRUZ DE CATACUMBAS
Esta cruz é constituída por duas cruzes latinas. Uma parece o reflexo da outra. A cruz inferior, invertida, é a representação do mal. Em última análise, é uma representação do céu e do inferno, do bem e do mal, da luz e das trevas, da morte e da vida.
Foram selecionadas 6 peças cada uma representando uma cruz diferente, para compor esta série de assemblages. Nestas obras Júlio Antão define-se claramente como um recolector/ colecionador.
A definição de “Assemblage” foi criada por Jean Dubuffet em 1953, mas ficou inscrita na história da arte quando em 1961 a primeira exposição, “The Art of Assemblage”, foi realizada no MoMA- Museum of Modern Art. de Nova lorque.
Essa exposição reuniu consagrados artistas europeus (Braque, Dubuffet, Marcel Duchamp, Picasso etc.) e americanos (Man Ray, Joseph Cornell, Robert Rauschenberg etc.).
No entanto desde o começo do século 20, já esta técnica artística vinha sendo explorada. Picasso já em 1912 realizava construções cubistas tridimensionais. Na conceção da assemblage está a articulação e reconfiguração de materiais diversos e objetos comuns na execução do trabalho artístico. Este conceito que já vinha sendo praticado pelo dadaísmo, visava romper as fronteiras entre a vida cotidiana e a arte.

Sobre o Autor

Natural de Albufeira – Portugal (1966), é um artista multidisciplinar. Para além de pintura e escultura, explora outras vertentes da arte, como cerâmica, fotografia, design de equipamentos, interiores e publicidade. No ano de 2011 foi um dos Membros Fundadores da PAS – Peace and Art Society, Portugal e atualmente é o Presidente desta Associação Internacional de Arte. É Membro Honorário na iniciativa de artistas GAPi – Genuine Art Projects international, Holanda e Co-curador Executivo das exposições GAPi em Portugal e Espanha. É Presidente Honorário no Art Committee of International Culture & Arts Federation, Coreia do Sul. É Membro Honorário da Nigde Fine Arts Association, Turquia e foi Membro da ArtNations, Alemanha, até ao seu final em dezembro de 2016. Nos últimos anos expôs o seu trabalho em vários países como: Portugal, Espanha, Brasil, Bélgica, Holanda, Macedônia, Inglaterra, Irão, República da Coreia, Turquia, México, Perú, Cuba, Chile, Colômbia e Equador. No seu curriculum constam vários prémios na área da pintura, escultura e fotografia. O seu trabalho está representado em coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Ibanez Bernabé

«Black Boy»

Ano 2020

Técnica Mista de Pintura

Trabalho realizado com o tema dos retratos sob o rótulo Diálogo Ininterrupto. Retrato frontal de um jovem africano cuidando da sua expressão de serenidade e com um olhar indescritivelmente lindo. Olhar interior para recriar o contexto em que o jovem aparece, dando espaço a um caminho da esperança.

Sobre o Autor

Licenciado en Bellas Artes (Pintura). Universidad de Sevilla, 1995. Beca Erasmus, Ecôle de Beaux- Arts de Rouen, Francia 1994-95. Beca Curso Internacional de Pintura, Jerez de la Frontera. Universidad de Cádiz, 1996. Cursos de Doctorado. Departamento de Pintura, Universidad de Sevilla, 1995-97.

Ibanez Bernabé

«Atomic 8»

Ano 2020

Técnica acrílica, lápiz de color e grafito

Sobre o Autor

Licenciado en Bellas Artes (Pintura). Universidad de Sevilla, 1995. Beca Erasmus, Ecôle de Beaux- Arts de Rouen, Francia 1994-95. Beca Curso Internacional de Pintura, Jerez de la Frontera. Universidad de Cádiz, 1996. Cursos de Doctorado. Departamento de Pintura, Universidad de Sevilla, 1995-97.

Carlos Dutra

«Figuras»

Ano 2014

Escultura em mármore

Sobre o Autor

Horta, n. 1959 Açores, Reside e trabalha em Évora, desenvolve a sua actividade no Departamento de Escultura em Pedra do Centro Cultural de Évora.

Valdemar Doria

«Man on a Mission / Me Myself and I / I Will Survive»

Ano 2019

Técnica mista: desenho e pintura sobre madeira

Esta peça é como se fosse um Arauto das minhas artes! Anunciando-a pelos quatro cantos do mundo.

Sobre o Autor

Nasceu em São Tomé, em 1974, formou-se em Pré-Impressão, pela Escola Profissional Val do Rio em Oeiras e frequentou o curso de Design Gráfico na Universidade Lusófona. Emigrou para Portugal, com a sua mãe, na idade pré-escolar. Estudou em Lisboa e o desenho afirmou-se na sua vida como o revelador do que haveria de ser o seu futuro. Desenhava nos cadernos de todas as disciplinas escolares. Guarda os seus cadernos de desenho o que tem feito ao longo do seu percurso criativo, e, alguns pormenores desses mesmos desenhos são reproduzidos e pintados sobre telas ou serapilheira. As suas composições pictóricas apresentam variados elementos sobrepostos e/ou bustos isolados. Identifica-se e representa a cultura de São Tomé e Príncipe através da ausência temporal e distanciamento geográfico. A ausência é pensada em relação ao contexto urbano lisboeta da sua vida quotidiana e nas práticas que lhe fazem relembrar o país natal. Desde 1994, expõe com regularidade, tendo em 2011 e 2012 participado na Bienal de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe, em 2013 na Galeria Quadras Soltas, no Porto e na Casa Internacional de São Tomé e Príncipe, em Lisboa e em 2013 e 2014 na “Africa Mostra- se, 2016′′. É membro fundador da Plataforma Cafuka.

Júlio Antão

«Passagem Divina»

Ano 2022

Impressão direta UV a 7 tintas, sobre alumínio

Obra no. 1/5 produzida para integrar o IV Encontro Internacional de Arte e Cultura de la Casa de la Cultura de Guayas, Equador, 2022.

Sobre o Autor

Natural de Albufeira – Portugal (1966), é um artista multidisciplinar. Para além de pintura e escultura, explora outras vertentes da arte, como cerâmica, fotografia, design de equipamentos, interiores e publicidade. No ano de 2011 foi um dos Membros Fundadores da PAS – Peace and Art Society, Portugal e atualmente é o Presidente desta Associação Internacional de Arte. É Membro Honorário na iniciativa de artistas GAPi – Genuine Art Projects international, Holanda e Co-curador Executivo das exposições GAPi em Portugal e Espanha. É Presidente Honorário no Art Committee of International Culture & Arts Federation, Coreia do Sul. É Membro Honorário da Nigde Fine Arts Association, Turquia e foi Membro da ArtNations, Alemanha, até ao seu final em dezembro de 2016. Nos últimos anos expôs o seu trabalho em vários países como: Portugal, Espanha, Brasil, Bélgica, Holanda, Macedônia, Inglaterra, Irão, República da Coreia, Turquia, México, Perú, Cuba, Chile, Colômbia e Equador. No seu curriculum constam vários prémios na área da pintura, escultura e fotografia. O seu trabalho está representado em coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Júlio Antão

«Guitarra Sem Voz»

Ano 2022

Impressão direta UV a 7 tintas, sobre alumínio

Obra no. 1/5 produzida para integrar a Exposição “Tributo a la Música” Homenagem Patricio Manns e a todos os músicos, Chile, 2021.

Sobre o Autor

Natural de Albufeira – Portugal (1966), é um artista multidisciplinar. Para além de pintura e escultura, explora outras vertentes da arte, como cerâmica, fotografia, design de equipamentos, interiores e publicidade. No ano de 2011 foi um dos Membros Fundadores da PAS – Peace and Art Society, Portugal e atualmente é o Presidente desta Associação Internacional de Arte. É Membro Honorário na iniciativa de artistas GAPi – Genuine Art Projects international, Holanda e Co-curador Executivo das exposições GAPi em Portugal e Espanha. É Presidente Honorário no Art Committee of International Culture & Arts Federation, Coreia do Sul. É Membro Honorário da Nigde Fine Arts Association, Turquia e foi Membro da ArtNations, Alemanha, até ao seu final em dezembro de 2016. Nos últimos anos expôs o seu trabalho em vários países como: Portugal, Espanha, Brasil, Bélgica, Holanda, Macedônia, Inglaterra, Irão, República da Coreia, Turquia, México, Perú, Cuba, Chile, Colômbia e Equador. No seu curriculum constam vários prémios na área da pintura, escultura e fotografia. O seu trabalho está representado em coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Vilma André

«Pelas Memórias que Guardo no Gesto e no Traço»

Ano 2021/22

Lápis Aguarela

Esta coleção de desenhos feita entre 2020 e 2021, vem de uma libertação de ideais de perfeição do desenho, das suas técnicas e da qualidade artística. Marca-se pelo deixar fluir do gesto individual, numa liberdade de conceitos e traços, dando lugar àquela sensação de bemestar de quando fazemos algo que gostamos sem mais nenhum outro objetivo ou sem a obrigação de sermos crescidos. Quase todos estes desenhos foram feitos no Algarve, lugar onde nasci e cresci, onde volto com frequência e onde me reencontro em cada regresso. É o culminar de uma fase, num momento global de abrandamento, e numa oportunidade para a reflexão e descontração. Todos os desenhos foram feitos entre 2 a 3 horas em imersão na Natureza, e na solidão e no silêncio daqueles que sabem esperar. À sombra de uma laranjeira, numa tarde de verão, sento-me num banco com a minha caixa de lápis e o bloco de folhas de papel aguarela e começo os primeiros desenhos com a representação das últimas laranjas que ainda sobram na horta do vizinho, e que já não são nem as mais bonitas, nem as mais volumosas. Relembro os meus primeiros anos, na infância, o descascar de cada laranja e os dedos, a boca, e as bochechas pegajosas do açúcar que escorria no sumo. Lembro também todas as vezes que passei, e ainda passo, de bicicleta pelo laranjal a caminho da praia, onde ao final da tarde quase sempre se podiam, e podem, ver coelhos bravos. Numa semana faço 6 desenhos, e relembro ainda todos dias de verão ensolarados a comer os figos acabados de apanhar da árvore. As feridas na boca deixadas pela fruta ainda verde e as esteiras de junco e os sacos de empreita estendidos ao sol. Vem ainda à memória o som das canas no varejar das amendoeiras, e o cheiro das amêndoas e dos figos torrados a sair dos fornos de lenha a meio de Outono. Ao caminhar entre as oliveiras à procura do melhor ângulo para um desenho, recordo o trabalho no campo, o trabalho dos homens, dos tios de uma primeira e segunda geração, e as reminiscências de um Algarve ainda rural. O cheiro a terra lavrada, o som dos tratores, o varejar das oliveiras e as azeitonas a cair no chão como balas acabadas de disparar. Relembro ainda as incursões feitas no campo com a mãe, com a avó, e com as tias, no calor que já se sente em maio, para a apanha da Espiga. Mesmo depois de todos estes anos, continuo sem decorar quantos são os ramos de trigo e de oliveira. E a romãzeira? Que bem bonita está em maio. As árvores em flor e as papoilas dão as pinceladas de vermelho vivo às serras agradecidas. Observando a textura dos marmelos ainda verdes, lembro o cheiro da calda a cozer para a preparação das compotas e o toque a limão, cravinho e canela. E pelo inverno adentro, lembro bem as noites frias do novo ano, em que a meio de uma melancolia qualquer surge a primeira flor na amendoeira, branquinha, a luzir no escuro, tão delicada como o renovar de cada esperança. Consigo sentir todos os sabores, os cheiros, ver todas as cores de olhos fechados, e carrego no gesto e no traço todas as sensações daqueles que observam o seu entorno, e apreciam todas essas formas de energia natural tão presentes nas várias fases da nossa vida. É sempre o voltar às origens e às nossas memórias que nos faz regressar ao que verdadeiramente somos. É também o único lugar onde podemos ser originais na nossa forma mais autêntica.

Sobre o Autor

Castro Marim, 1985, licenciada em Design de Equipamento pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2008), atualmente vivo e trabalho em Lisboa, onde sou responsável pelo showroom e projetos da marca espanhola de mobiliário Gandia Blasco. A constante curiosidade e gosto pela aprendizagem e experimentação, levou-me a um percurso bastante variado no design e nas artes plásticas. Paralelamente a várias formações, estágios e empregos nestas áreas, dentro e fora de Portugal, tenho vindo a desenvolver, desde cedo (2009), os meus projetos pessoais e trabalhos de freelancer que vão do design gráfico e design de mobiliário e interiores, ao desenho, ilustração, artes plásticas e gestão de projeto. Instagram: @vilma_andre

Sandra Louro

«Candeeiros em Chapa de Cobre»

Ano 2022

Cucharros

Candeeiros em chapa de cobre batida com a técnica da cataplana com inspiração na forma dos cocharros. Produzidos pelas mãos do Sr. Analide.

Sobre o Autor

Designer de Equipamento, formou-se na Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 1999, trabalha na área de Museografia, design gráfico e mobiliário. Participou em várias exposições Nacionais e Internacionais com peças de mobiliário e produto, 2015- Dubai Hotel show; 2016 – Design Shanghai, 2017 – London Design Fair, 2018 – Estocolmo Design Fair e Carrousel Du Louvre, 2019 – Maison&Object. Pertence à comissão organizadora do projeto Design&Ofícios que liga o artesanato ao design, e é membro da Associação Nacional de Designers. E foi residente do Loulé Design LAB entre 2017-2020. Desenvolve projetos para interiores, na área do mobiliário e produto, inspirou-se na cultura Portuguesa e no artesanato Algarvio, onde utiliza a cortiça combinada com outros materiais para tirar o melhor partido das propriedades da cortiça. No sentido de criar uma unidade para as suas criações no fim de 2012, nasce a marca LIKECORK onde é responsável criativa.

Xu Pimentão

«Ai Xico Xica»

Ano 2015

Espetáculo de rua

Sobre a busca de um passado
Sobre o viver um presente
E um pensar o futuro
Espetáculo de rua onde um casal de bonecos/marionetas, ganha vida nas mãos do manipulador. São contadas histórias de amor e galanteio. É um elemento transformador da vida numa magia que nos faz sair da realidade pelo seu grande poder de sugestão. Inspira-se na dança e no movimento folclórico em relação com linguagens contemporâneas.
O espetáculo propõe um teatro de evasão, que entende a própria cidade como dramaturgia. Fazendo-se valer da paisagem urbana como elemento cénico. Cada um de nós e nossas emoções aqui representadas, tradições e costumes portugueses em relação com o mundo contemporâneo, as cores fortes e reluzentes dos trajes, o som repetitivo dos instrumentos tradicionais tocados e manipulados, o som de fundo das cidades, dos risos e das palmas do publico que por ali vão passando. A história transforma a vida momentaneamente numa magia. Faz – nos sair da realidade por breves momentos e chega a espectadores que passam ocasionalmente na rua. Todo o ambiente temático centra-se no movimento inspira-se nas danças, instrumentos, sons e letras regionais como o vira, a chula, o corridinho, a tirana e o fandango e relaciona-se com novas tendências artísticas e experimentais.

O espetáculo tem uma duração de 2 horas aproximadamente, com repetição das três coreografias/danças diferentes.

A música, banda sonora dará a marcação das cenas e ajuda-nos a envolver no espetáculo. O quotidiano, as emoções, o passado e futuro são o mote para a abordagem musical. Para sentir, recordar e viver sem medos de desbravar novos caminhos.

 
CONCLUSÃO
A necessidade de afirmação de ideias no tempo presente mesmo que essas ideias tenham ecos em épocas passadas. Esta necessidade de transgressão que existe em todos os tempos de sentirmos que o tempo é nosso e que tem de ser vivido naquele preciso momento. Há épocas de mais expansão e épocas em que existe uma regressão mas em todas as épocas viveram pessoas com sede de mudança e com fortes convicções sobre a importância da imaginação na vida dos humanos.

Toda a arte tem assim uma dimensão social, política e estética. Se nas duas primeiras características há um olhar para o mundo com um sentido de alerta, revolta, construção. Na terceira característica à uma relação com o belo e o sublime.
E aqui me encontrarei…

Sobre a Autora

Professora, artista e terapeuta de vários tratamentos alternativos e espirituais. Um curriculo muito vasto nas diversas áreas profissionais e uma formação constante em cada uma delas.

Ana Sousa

«A Princípio é Simples»

Ano 2022

Tapeçaria

“A princípio é simples” é uma obra que remete para o nosso estado original, quando ainda não somos nada (“pano cru”) e, ao mesmo tempo, começamos a ser alguma coisa (linhas que se cosem).
Evocando a canção “O primeiro dia”, de Sérgio Godinho (1978), fala-nos do começo e dos sucessivos recomeços, de como é sempre possível um dia primeiro, um desvio ou mesmo uma inversão de sentido.
À semelhança do painel “Começar”, de Almada Negreiros (1968), é composta por formas complementares, que se contaminam umas às outras, em jogos de figura-fundo ou na multiplicação de linhas e tons. Porém, longe do “rigor do traço” (Lígia Penim, 2000) das fórmulas matemáticas deste painel, “A princípio é simples” é assumidamente irregular e orgânica, lembrando as curvas “do que é quente e se parece com o que é firme e com o que é vago, esse ventre que eu afago, que eu bebia de um só trago se pudesse” (Espalhem a Notícia, Sérgio Godinho, 1981).
Sim, porque esta obra é sobre vida, não só a germinar (o princípio), mas também a cessar (o final ou a passagem) e a simplicidade que carateriza estes momentos aparentemente opostos. Como canta Amélia Muge “estar vivo é estar à morte” e como tão bem identifica Susanna Tamaro, “a infância e a velhice são muito semelhantes”, pois em ambas as fases “é-se bastante inerme. Ainda não – ou já não – se toma parte activa na vida e isso permite que se viva com uma sensibilidade sem esquemas, aberta.”
No caminho para a piscina interior do Monte do Malhão, “A princípio é simples” desafia a tranquilamente despir a “couraça invisível” que se formou em torno do corpo e é reflexo das prisões da alma, a desatar os nós e deixar ver a trama, mergulhar e libertar-se, regressando ao aconchego da vulnerabilidade que nos torna tão próximos, “grãos da mesma mó” (Sérgio Godinho, 2018).

Sobre a Autora

Lisboa, 4 de fevereiro de 1980. Licenciada em Artes Plásticas – Pintura (2003), mestre (2007) e doutora (2016) em Educação Artística, pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Ana Sousa é docente nesta instituição (desde 2009), artista e investigadora integrada no Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, onde coordena o grupo de Educação Artística. Nos domínios da pintura e da fotografia, uma das suas últimas exposições intitula-se Na véspera de não partir nunca e teve lugar na Quinta da Cruz, em Viseu, de 21 de julho a 5 de setembro de 2017. Enquanto fiber artist, expõe regularmente desde 2002, contando com inúmeras exposições no Museu *da* Tapeçaria de Portalegre Guy Fino. Ainda a nível nacional, é de destacar a sua participação na exposição coletiva Palimpsesto, da curadoria de Maria Manuela Lopes e organização da associação Cultivamos Cultura, no Museu Municipal de Penafiel, de 17 de janeiro a 9 de fevereiro de 2020. A nível internacional, é de mencionar a sua participação na exposição coletiva Winter Exhibition da Verbeke Foundation, em Kemzeke, na Bélgica, de 15 de novembro de 2015 a 14 de março de 2016. Como docente e investigadora, leciona no Doutoramento em Educação Artística, no Mestrado em Educação Artística e no Mestrado em Ensino de Artes Visuais, na Universidade de Lisboa, desenvolvendo estudos, de natureza colaborativa e construtivista, nos domínios da formação de professores e da didática das artes visuais. É também investigadora colaboradora na Universidade de São Paulo e co-responsável pelo projeto ConfiArte: Oficinas Re-Criativas de Arte-Cidadania, patrocinado pela DGArtes.

Filipe da Palma

«Algarve, um Território de Tangíveis e Edificadas Singularidades»

Recolha Feita ao Longo dos Anos

Detalhes sobre a Obra

O corpo de imagens apresentadas a vossos olhos constitui-se num pequeno conjunto de realidades edificadas ainda existentes – porém já residuais – em que ao utilitário se sobrepõe a aplicação de elementos que a encaminham para o domínio da Arte e do Belo.
Ao natural pulsar da Vida, em que ocorreu uma folga económica para aqueles que aqui habitavam, houve o desejo de plasmar na fachada da casa a ostensiva afirmação que a Vida lhes corria de feição. Assim, a arquitectura popular algarvia abandonou as puras e áridas linhas utilitárias e começa de forma impressionista a transformar e a edificar uma casa de fachada, comunicante para o espaço público.
Chaminés de tipologia caprichosas, platibandas que beberam influências múltiplas, aplicação de múltiplos ornatos, aplicação de cromatismos em toda a fachada, trabalhos em pedra lavrada (cantarias) e em carpintaria nas janelas e portas, não raras vezes roçando já o domínio da marcenaria, imprimiram ao longo de todo o território uma imagem que se caracterizava pela rica e caleidoscópica multiplicidade.

Sobre o Autor

Nascido em 1971 em São Brás de Alportel. Frequentou o curso de Fotografia no Centro de Arte e Comunicação Visual (AR.CO) no ano de 1995. Desde a acima referida data até ao presente tem vindo a trabalhar em fotografia ao longo dos anos: Fotógrafo de diversas publicações, de entre as quais se destacam; Revista Descobrir, Revista Fórum Ambiente, Revista Ideias e Negócios, Revista e Jornal Fórum Estudante, Revista Cybernet, Revista on-line Music-net, Revista Casas de Portugal, Revista de Domingo do Correio da Manhã, Revista do Unibanco, Revista Cais Fotógrafo free-lancer, produzindo trabalhos em estreita colaboração com alguns dos títulos acima citados, para diversas Câmaras Municipais do Algarve, para algumas Juntas de Freguesia, para a Comissão de Coordenação da Região do Algarve, vendendo imagens avulso a várias instituições, colaborando com algumas empresas de Marketing e Comunicação, fotografando concertos, colóquios, feiras e exposições, fotógrafo da revista de promoção turística da Região do Algarve – Algarve Tips Fotógrafo no Município de Albufeira num passado recente e já desde há alguns anos fotógrafo no Município de Portimão Participação com trabalhos de minha autoria em vários livros. À parte de tudo o que acima fica escrito, tenho vindo a desenvolver ao longo do tempo – há cerca de 25 anos – um corpo de trabalho que consiste na tomada de imagens testemunhais da existência de um Algarve que se caracterizava pela sua singularidade, em particular no aspecto de uma arquitectura de carácter popular , diversa nas soluções adoptadas pela população que neste território vive. Tal trabalho tem tomado forma em várias exposições no território.

Jorge Simão

«Malhão»

Documentário

No sotavento do Algarve, entre a serra, as salinas e o mar, está o Monte do Malhão. A história deste lugar não está guardada em arquivos ou livros, mas sim nas memórias e vivências dos seus habitantes, que abriram as suas vidas, num imenso gesto de generosidade e partilha.
Encontrei a poesia deste lugar nas sombras das alfarrobeiras, na contemplação da paisagem quente e agreste sempre presente, nos silêncios dos muros brancos pontuados por buganvílias e nas palavras acolhedoras das suas gentes.
Mais do que um documentário, este filme é uma homenagem aos habitantes do Malhão, que conservam este lugar como a verdadeira essência do Algarve autêntico.

Sobre o Autor

1980, Évora, Portugal Mestre em Artes Visuais e Intermédia, variante bidimensional na Universidade de Évora. Doutorando em Educação Artística na Universidade de Lisboa e na Universidade do Porto.

Sen

«Sem City»

Graffiti

A figura humana no campo; no meio das árvores, das plantas, das pedras surge a humanização que concentra em si os tons da natureza que a rodeia. Um trabalho com total liberdade criativa onde emprego o meu estilo com escorridos na pintura. A simbologia.

Sobre o Autor

Dário Silva que assina como Sen é um artista de rua natural de Olhão. Começou a pintar paredes na rua por volta dos 13 anos com spray. Como muitos graffiters pintava ilegalmente, mas muitos dos seus graffitis estão hoje legalizados e são de visita obrigatória, tendo sido responsável pelo selo «Olhão, capital do graffiti». Em muitas das suas composições combina o lettering com figuras que lembram as da animação. Outros murais denotam um desenho mais realista, quase um retrato. Em todos a combinação de várias cores.

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